O que é um agente de IA

Um agente de inteligência artificial é o mesmo modelo de sempre colocado para rodar em ciclo: ele recebe uma missão e um kit de ferramentas — navegador, busca, calculadora, arquivos — e repete pensar, agir e observar até a tarefa acabar.

A diferença entre chatbot e agente não está no modelo, está no que acontece em volta dele. No chatbot, você pergunta e ele responde: um turno, uma resposta, fim. No agente, a resposta do modelo vira uma ação de verdade — abrir uma página, rodar uma busca, escrever um arquivo — e o resultado dessa ação volta para ele como nova informação.

Esse laço é a coisa toda. Pensa, age, observa o que aconteceu, decide o próximo passo. A ideia ficou conhecida com o artigo ReAct, de 2022, e em 2024 e 2025 Anthropic e OpenAI lançaram agentes capazes de usar navegador e computador sozinhos.

Onde isso dá errado

O problema do laço é que ele acumula. Um erro pequeno no começo não fica pequeno: o agente segue agindo em cima do engano, e cada passo seguinte herda o anterior. Some a isso o custo, que cresce com o número de passos — um agente que leva trinta rodadas para fazer algo é trinta vezes mais caro que uma resposta única.

É por isso que os agentes bem construídos pedem confirmação antes de pagar, enviar ou apagar alguma coisa. Não é falta de confiança no modelo: é o reconhecimento de que ações irreversíveis não deviam depender de uma cadeia de decisões que ninguém revisou.

Fontes

  • Anthropic — Building effective agents (2024)
  • Yao et al. — ReAct: Synergizing Reasoning and Acting in Language Models (2022)
  • BigDataWire — OpenAI launches Operator (2025)

Conferido em .